O Pai Natal e a sua amiga

Era uma vez uma menina muito pequenina que vivia num Orfanato de freiras que era muito rigoroso. Todos os anos, as crianças desse Orfanato iam passar o Natal a casa de famílias de acolhimento, ou eram mesmo adoptadas.
Mas essa menina nunca era escolhida para passar o Natal com famílias de acolhimento e ficava sempre sozinha no Orfanato com algumas freiras que às oito horas da noite, já estavam a dormir e que nem lhe davam presentes.
Mas ela tinha um segredo, um segredo muito importante. Todas as noites de Natal encontrava-se com um velho de barbas brancas, gordo, com um casaco vermelho e na cabeça um barrete vermelho com uma borla branca, que descia pela chaminé. Mal o velho descia a chaminé, começava a falar com a menina e perguntava-lhe:
- Então minha menina, este ano não quiseste passar a noite de Natal com uma família de acolhimento?
- Eu quero, quero, só que ninguém me escolhe! Todos os anos é assim, já estou habituada!
- Mas não fiques triste tens de ter fé e…
- E é isso que as freiras também dizem! Que engraçado! – disse a menina com um ar sorridente.
- E continuando, se este anos te portares muito bem, vais ver que para o ano receberás uma recompensa minha!
- Mas como é que o senhor sabe se eu me porto bem ou mal?! Só se for o Pai Natal!!!! É claro você é o Pai Natal! A sua barba, a sua roupa, as descidas pela chaminé, como é que eu nunca pensei nisso! Você é o Pai Natal, não é?
- Minha querida acalma-te! Sim, eu sou o Pai Natal. Agora até para o ano!
- Mas Pai Natal, espere! Espere!
E quando a menina foi a olhar para o seu céu lá ia o velho das conversas da noite de Natal. Mas ele tinha-lhe deixado um presente e um cartão de Boas Festas, como fazia todos os anos.
Mas havia uma coisa diferente no cartão de Boas Festas, o Pai Natal dizia que no próximo Natal, para ela ter as malas feitas com roupas de Inverno e portar-se bem.
Quando chegou o próximo Natal, a menina já tinha a mala feita e a história voltou-se a repetir como em todos os Natais, as outras crianças a irem passar o Natal a famílias de acolhimento ou a serem adoptadas, e ela nunca!
Finalmente chegou a meia-noite e apareceu o Pai Natal, montado no seu trenó e disse:
- Sobe minha querida, mas devagar para as freiras não te ouvirem! Esta é a minha recompensa, por te teres portado bem este ano, como todos os outros.
A menina aceitou toda muito contente. Depois de terem visto o Mundo nalguns sítios de dia outros de noite a menina, foi adoptada pelo Pai Natal. E a partir daí em todos os Natais, ela ajudava os duendes a fazerem os brinquedos, e na noite de vinte e quatro para vinte e cinco, ajudava o Pai Natal a distribuir os presentes.
Depois da distribuição dos brinquedos pelas crianças a menina ia abrir as suas prendas magníficas, feitas pelo Pai Natal.
E assim a menina viveu feliz para sempre
Ana Rita Pereira Almeida Vieira 6ºA

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