Recontos - o conto tradicional narrado pelos alunos do 6ºA

A Princesa e a Ervilha



Era uma vez um príncipe que andava pelo mundo inteiro à procura de uma princesa verdadeira. Mas nenhuma lhe parecia uma princesa de verdade, todas tinham sempre defeitos.

Certo dia, desabou uma grande tempestade. Entretanto bateram à porta do palácio.

Era uma moça toda encharcada que afirmava ser princesa. Ela entrou e a rainha pensou numa forma de saberem se ela era mesmo uma princesa de verdade.

Pensou… pensou… até que mandou preparar uma cama para ela passar a noite.

-Põe vinte colchões empilhados com vinte cobertas por cima de cada colchão e, no fim disto tudo, uma ervilha. – ordenou a rainha a um dos criados.

A moça, mesmo com a ajuda de uma escada, subiu com muita dificuldade até ao último colchão.

-Que grande cama! – exclamou ela quando chegou lá a cima.

Na manhã seguinte a rainha mal a viu acordar perguntou:

- Como passaste a noite?

A princesa respondeu um pouco mal-humorada:

-Não preguei olho a noite inteira. Havia qualquer coisa na cama que não me deixou dormir e me deixou o corpo todo negro.

A rainha, mal ouviu estas palavras, percebeu logo que ela era uma princesa de verdade.

O príncipe muito contente e sem hesitar pediu a mão dela em casamento. A princesa muito contente aceitou. Casaram-se e viveram muito felizes para todo o sempre.

A ervilha foi para um museu e ainda lá deve estar. Isso é se ainda ninguém a roubou… ou comeu.

Ana Clara Zorro

Maria Luísa Alvarenga

6ºA

A Sopa de Pedra
 
 
 

 

Era uma vez um frade que era muito comilão. Como no convento onde morava não havia comida, decidiu ir à procura de um abrigo.

Estava quase a anoitecer, quando viu uma pequena luz ao fundo. Já cansado tentou chegar até ela. Quando lá chegou, bateu à porta e veio um casal de idosos muito espertos. E o frade perguntou:

-Não me poderiam dar abrigo?

Os velhos muito espertos pensaram:

-Isto cheira a leitinho derramado!!

E deixaram-no entrar.

- Não me dão um bocadinho de comida -perguntou cheio de fome.

Os velhos muito espertos disseram em conjunto:

-Não, acabámos agora de comer.

-E se fizéssemos um caldinho de pedra? -perguntou ele.

-Pode ser – disse a velha desconfiada.

-Eu vou buscar uma pedrinha e vocês davam-me uma cebolinha, uma couve, um dentinho de alho, uma pedrinha de sal e uma panelinha com água. – disse o frade.

-Já acho coisas a mais, mas vou tentar arranjar.

Colocou a pedra dentro da panela e foi colocando os legumes à medida que ia fervendo.

-Bem, agora é só comer.

Começaram a comer e os velhos disseram que a sopa estava deliciosa.

Quando a acabaram, o frade lavou a pedra, meteu-a na algibeira e foi à procura de outra casa.

Ana Barata e Mariana Machado

6ºA


“Corre corre cabacinha corre”





Era uma vez uma velhinha que vivia sozinha na sua casa.

Certo dia, recebeu uma carta da sua netinha que a convidava para o seu casamento e ficou muito contente com a novidade.

A caminho do casamento, ainda perto da sua casa, encontrou um lobo que lhe disse:

- Aí, velhinha, que eu como-te!

- Não, não me comas que eu ainda estou muito magrinha. Mas quando voltar do casamento da minha neta, já venho mais gordinha.

E o lobo disse:

- Na volta cá te espero.

E deixou-a seguir viagem.

Mais à frente encontrou um urso que lhe disse:

- Aí, velhinha, que eu como-te!

A voltou a responder:

- Não, não me comas que eu ainda estou muito magrinha. Mas quando voltar do casamento da minha neta, já venho mais gordinha.

E o urso disse:

- Na volta cá te espero.

E deixou-a seguir viagem.

Quase ao pé de casa da sua neta, a velhinha encontrou um leão que lhe disse:

- Aí, velhinha, que eu como-te!

Ela já muito assustada respondeu-lhe:

- Não, não me comas que eu ainda estou muito magrinha. Mas quando voltar do casamento da minha neta, já venho mais gordinha.

O leão respondeu, concordando com a velhinha:

- Eu cá te espero!

Por fim, chegou a casa da sua netinha e contou-lhe o que se tinha passado pelo caminho.

Quando o casamento acabou, a velha queria voltar para casa. Mas a sua netinha estava com medo que lhe fizessem mal e foi buscar uma cabacinha. Pôs a velhinha lá dentro, e esta seguiu viagem.

No caminho, encontrou o leão que lhe perguntou:

- Ó cabacinha, não viste por aí uma velhinha?

- Não vi velhinha nem velhão, corre corre cabacinha, corre corre cabação!

E continuou rolando estrada fora.

Mais à frente encontrou o urso que lhe perguntou novamente:

- Ó cabacinha, não viste por aí uma velhinha?

- Não vi velhinha nem velhão, corre corre cabacinha, corre corre cabação! – respondeu a velha continuando a rolar por ali abaixo.

Por fim, encontrou o lobo que também lhe perguntou:

- Ó cabacinha, não viste por aí uma velhinha?

- Não vi velhinha nem velhão, corre corre cabacinha, corre corre cabação!

E assim a velhinha chegou a casa são e salva.


Trabalho elaborado por:

Jessica Carvalho

Beatriz Vasco

6ºA


João e o Pé de Feijão




Era uma vez uma pobre viúva, que tinha um filho muito rebelde. Certo dia, como não tinham comida para comer, ela pediu ao seu filho João que fosse vender a única coisa que lhe restava, a sua vaca.

No caminho para a aldeia, encontrou um estranho senhor que lhe disse que em troca da vaca lhe dava uns feijões mágicos. João ficou muito agradecido e feliz.

Quando chegou a casa, mostrou à sua mãe os feijões mágicos, e esta ficou muito enfurecida. Pegou nos feijões mágicos e jogou-os pela janela.

No dia seguinte, o João foi lá fora e viu um pé de feijão que chegava ao céu. Como gostava de aventuras, o rapazinho resolveu subir. Quando chegou lá a cima, viu uma fada que lhe contou que um gigante estava lá, com a harpa e a galinha dos ovos de ouro, que tinham roubado ao seu pai.

Depois de muitas peripécias, a fada fez um feitiço e prendeu o gigante.

O João levou a harpa mágica e a galinha dos ovos de ouro e foi-se embora.

Quando chegou a casa, a sua mãe estava muito preocupada. Ao ver o filho ainda ralhou com ele, mas depois ele explicou-lhe o que tinha acontecido e mostrou-lhe o que trazia.

O João e a mãe ficaram felizes e com muito dinheiro para sempre.

Ana Vasco

Maria Ortega

Helena Vasco

6ºA
A Lebre e a Tartaruga




Era uma vez uma lebre que só se gabava de ser a mais rápida da floresta.

Um dia, uma tartaruga desafiou a lebre para uma corrida. Esta caiu no chão de tanto rir às gargalhadas.

- Então tens medo de competir comigo? – disse a tartaruga.

- Achas?! Até te ganho com uma perna às costas. – respondeu a lebre, muito confiante.

- Então vamos competir – disse a tartaruga.

Começou a corrida e a lebre deu um grande avanço, enquanto a tartaruga continuava a andar devagar.

Então a lebre lembrou-se que podia parar um pouco na horta para comer umas cenouras frescas. Tanto comeu que adormeceu e, quando acordou, viu que a tartaruga já estava quase na meta. Levantou-se rapidamente e correu o mais que pôde mas não conseguiu alcançar a meta antes da tartaruga.

A partir desse dia, todos os animais da floresta gozaram com a lebre.

Moral da História: Devagar se vai ao longe

Miguel Ferreira

Diogo São Braz

6ºA

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